domingo, 31 de março de 2013

SERRO(SERRO!) - wikcionário wikcionario


Ficheiro:Aleijadinho92.jpg
Manhã na serra
ubérrima berra
na luz que erra
do sol à Terra.
Será?!(Selá?!),
Celacanto
- no clade Actinistia (oprimidos)...?!...
...em próprio opróbrio
consumidos,
conspurcados,
conspícuos,
cuspidos...
e...: cágados!,
no clado
posta
quase em escatologia
sem teologia
para enguiço de enguia...

O sol é solidéu
sem berne de mosca
- morta na epiderme
no que concerne ao cerne
verde-vida no verme
que rói o inerme...:
- paquiderme?!
(Qualquer germe
quer-me
imberbe
ou inerte?!...).

Que hiberne a hiena!...
em Viena
onde não a há
nem concerne
que haja
hiato para hiena
no agir ancho
do anjo
com gancho
a fulgir
em toque de avena
amena
na açucena
que do Sena
acena
num curso d'água...

Que  à noite a luzerna
interne a ternura
e toda verve
na caverna
e na Coma
da Berenice
em caserna
ou taberna
em lanterna
terna,
sempiterna...
..............................
....
Nada disso
eu queria exprimir;
mas só aquilo que vi :
o sol brilhando na manhã
e a sua luz
jogada de encontro à parede branca
com outras cores
e motivos do tempo,
que é um mestre em arabescos
(geometria de árabe em álgebra).

Vi, o sol da manhã
com  luz tão intensa!
que parecia berrar
ante meus olhos
e silenciar silicatos ao ouvido
- no olvido
do curso d'água que erra,
a montante e à jusante,
pela terra lambida pelo Lettes
- em pelo eriçado
de gato matinal
espreguiçando os sentidos
e os músculos!...:
- com um olho no peixe
e outro em si
- musical
e filosófico...:
- Gato de Botas,
no fabulário
de si para os outros ouvir o si
que sai de si e retorna
devolvido e alterado na alteridade
que sopra o anjo do oboé
e arranha com garras o violoncelo,
os quais quase demarcam o grave e o agudo
em soprano e tenor
em amplexo no complexo
do contraponto e fuga
de um Bach ou Buxtheud livre
em Tocatta e Fuga em Ré Minor
abandonando o mundo
aos cães que minoram
e ignoram o dia...:
- do Senhor, Isaías!, Oséias, Amós!...
Ai! de nós e de vós...!....,
facundos profetas!
( O profeta berra da pedra
na  terra do escultor barroco
dos trópicos
- paralelos cuja declinação da elíptica solar
leva à latitude norte ou sul
do equador celeste,
círculo máximo, o qual divide a esfera celeste
em hemisfério celestial norte
e hemisfério celestial sul...
A equação do matemático é poema
para o físico  decodificar na natureza
e o engenheiro aplicar no cálculo :
é um berro no cerro).
Serro(Serro!).

( Excertos secretos da obra "Poemas e Filosofemas Vedados aos Imbecis e Demais Boçais" Que Não Olvidaram Trechos do Opúsculo do Organista de Igreja de Santa Maria Novella"). 
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Ficheiro:Congonhas sanctuary of Bom Jesus prophet Hosea.jpg

sábado, 30 de março de 2013

SÍSMICA(SÍSMICO!) - etimo léxico lexico


(Recado sem recato:
o que eu queria
era te ter com teína(teína!)
- antes e empós a tisana!).
 
 ORÁCULOS DO PROFETA COM VEZO FILOSÓFICO:
 
O homem que mais admiro
é Nelson Mandela
pela sua dignidade
e não pela cor do ébano
que ao gosto de sol
passeia em melanina
em sua tez
tostada, tisnada ao sol na África,
porquanto o homem não se distingue por cor
ou por pele descolor
no fantasma branco
sem sangue e pigmento,
mas por sua postura,
e sua inteligência a serviço da vida
não importa em que posição política
esteja entrincheirado,
não para uma guerra
porém para perenizar(sic) a paz
ao porfiar com fé
pela causa do seu povo
e pelo direito inalienável à dignidade
de todos os seres humanos
cujos direitos humanos
estão na poética do papel
( Para tal se faz mister
que saia o direito
da fase larvar de poesia
e perenize-se(sic?) na realidade,
não nas instituições
que estas tendem a cristalizar-se
desde o tempo do papiro do Nilo,
mas nos seres humanos
que, enquanto indivíduos,
são cristais de Cristo,
 a formar uma nação
que pode dominar os pruridos de poder absoluto
a que tende todo governo sobre os homens
sem  picos nas cristas
das ondas eletromagnéticas
ou senóides que desenham
a voz do profeta em desdém
contra o veneno inoculado
pela eterna "raça de víboras!"
 a se perpetuar indefinidamente no poder.
( Toda forma de governo é uma satrapia!,
a qual dá ao povo
as mais pias mentiras,
a consonar com o que reza
a gramática da política
descrita em modo de etnografia
por Maquiavel no "Príncipe",
obra anti-vulgo).

Nelson Mandela
tem meu respeito e admiração
por ser uma "coisa" (sic) rara entre políticos
- e todos somos políticos! :
poetas, profetas, cientistas, artistas,
operários, domésticas, cantoras líricas,
padres, dervixes, pastores, sufis, patriarcas,
esportistas, médicos, criminosos...
- Mandela! : eis a "coisa" rara ou "avis rara"
que ele representa no poder : dignidade!
Mandela, o homem digno,
verdadeiro dignitário(sic).

No que tange a lira
a respeito dos preconceitos
de cor ou descor,
são todos descabidos;
não é bom, nem de praxe,
fazer qualquer distinção entre seres humanos
seja qual for sua cor,
credo, pensamento, ação,
posição social, política, profissão,
estratificação social, econômica,
se é bandido ou se é artista,
porquanto o homem não é nenhum dos dois
e, paradoxalmente, os dois
em conflito de bem e mal
que o filósofo tenta afastar par ao além
de todo bem e mal...
( o ser humano é um paradoxo zeno)
- Não importa  se pertence às oligarquias, aristocracias...
- ... ainda  o pior dos criminosos
merece respeito humano,
direitos humanos
e não pena de morte...
(- Será, meu Deus?!...).
Meu pavor é que
ao  estabelecer qualquer acepção entre seres humanos
ajamos da forma mais abominável.
Assim, amparado em acepções de homens,
eugenia e outras ideias periclitantes (sic)
foi que agiu Hitler,
ao fundar o partido nazista,
Mussolini, ao desenvolver o fascismo,
partidos que outros monstros
almejam tirar do limbo.
Tais pessoas megalômanas,
mitômanas,  não deveriam jamais chegar ao poder,
nem deveriam viver
entre outros seres humanos,
e sim, infelizmente, segregados,
mas esse ato seria tão abominável
quanto os atos que eles possam perpetrar
se ganharem foros no poder.
( Em verdade, em verdade, eles estão
perpetuamente no poder,
pois essa sua meta
desde tenra idade
e, por isso, levam imensa dianteira na politica
frete aos demais seres humanos
que não se interessam por mando.
Eles, os oligofrênicos
precisam mandar!
Contudo, pensar em segregação
já é um perigo,
mormente num mundo
cada vez mais louco
e dirigido por dementes
que podem destruir tudo
num átimo
ou num acesso de loucura.
Entrementes, isso seria volver
ao universo pensante
a viger na política dos médicos psiquiatras
anteriormente ao pensamento de Michel Foucault
que iluminou  a loucura detectada
e tratada sardonicamente
por Erasmo de Rotterdan
à maneira leve e irônica da sátira(sic)
dos lucianos e apuleios que leio
nas entrelinhas do riso zombeteiro
dos filósofos cínicos ou estóicos,
que são tragicômicos a sério,
polichinelos na Commedia dell"arte(sic).
Burlescas pessoas do discurso e do teatro!
- somos sem o saber!,
nem recorrendo à percepção recorrente!(sic).

Mandela não é meu ídolo,
pois não cultuo ídolos,
abomino idolatria;
apenas o admiro muito
pelas atitudes que teve
mesmo estando na pior
e mais deplorável condição
a que possa ficar exposto um homem.
Entretanto, não seria uma vida
que guarde qualquer similitude
com a existência de Mandela
que eu ambicionaria levar avante,
porquanto me parece vida triste e chata,
passada quase toda,
em sua fase áurea e luminosa,
no ergástulo frio,
na enxovia.
( A melhor parte da vida
é a porção idealizada
no idílio da bem-amada
cheia de beijos na boca
e amplexos sem fim!...:
O resto sobeja na conta do tédio
"ad infinitum" e matemático:
uma evasão para a poesia romântica do cérebro
que se olvida na razão pura
de Kant sem canto
ou hinário de amor
à sua medusa
(que ele não teve, coitado!),
única mulher capaz
de me apagar
a solidão e a solitude de deserto
que circunda o homem
no ermo que é a vida sem ela,
- sem o calor do amor dela!,
essencial quanto o sol,
energético quanto a clorofila
que desperdiça o verde
sem a existência dela
na minha vida,
que sem ela nem é vida,
mas vegetativa árvore ressequida
tombada pelas tristezas do vento
que deseja matar moinhos de vento
num surto de loucura quixotesca.
Depois da mãe
somente a mulher amada
é a única  mulher que existe
para aquele que a ama de verdade
com a exclusividade da paixão
e a confiança absoluta nela
que somente o filho tem por sua mãe
- um porto seguro,
um farol de Alexandria
neste mundo cujo porto final
fica de oitiva na gargalhada da morte
- que só não triunfa
contra o amor
que toma conta da vida e da morte
através da figura da mãe, da avó
e  depois da mulher amada
- que ama intensamente!,
mesmo depois que todo o frio
passou pela geleira
e pelo iceberg, o glaciar...
- e por toda uma Era Glacial!).

O homem que reputo mais desprezível
mas que, paradoxalmente,
tenho uma inveja de seu modo de vida despojado,
cínico, desprendido, egoísta, algo burlesco e trágico,
que evoca, de certa maneira demudada,
os feitos de Dom Quixote de La Mancha,
o cavaleiro andante celebérrimo,
é, outrossim, como o cavaleiro da triste figura(sic)
um ser de ficção.
Trata-se de Vadinho
personagem de proa
do romance "Dona Flor e Seus Dois Maridos"
do escritor baiano Jorge Amado.
Não é humano
senão no barro e água do papel,
pois está preso aos signos
traçados em frases, orações, locuções
pelo escritor Jorge Amado,
um engenho na Bahia
de todas as baías e santos,
pescadores da barcarola
e pecadores do Senhor do Bonfim.
Creio que o autor
do livro "Dona Flor e Seus Dois Maridos",
obra literária de alto nível humanitário e artístico
e também de boa culinária,
com um trato e traço gastronômico local,
escreveu-se ( ou inscreveu-se:
foi escritor ou inscritor?!(sic))
ao caracterizar a personagem
como sonho mais íntimo de si,
e de tudo aquilo que o autor
e todo homem de verdade,
livre do que pensam os papalvos subservientes
e livre de si e de suas próprias doutrinas,
gostaria de ser e realizar
nesta vida inútil e sem sentido.
( Esta vida era sem sentido algum para mim
que amava a cerveja e o cigarro em abundância
como rota de fuga deste mundo roto
feito de mulheres que eu desprezava
e apenas apreciava nos momentos de sexo
oferecendo-lhes um prazer tão cruel
que as tornava escravas do orgasmo proporcionado
com requintes de crueldade
graças á sofisticação sexual
de quem sabe tocar a mulher
como o oboísta virtuose toca ao oboé
ou o guitarrista mais sensível à guitarra...
Era  um grande e profundo desprezador
de tudo e de todos
até o dia em que vi
- você!
Vi você subindo as escadas
à sombra da "Mulher Subindo as Escadas"
de Marcel Duchamp,
na minha mente de artista plástico
que não pinta quadros,
mas caracteres robustos.
Fiquei boquiaberto;
tolamente, totalmente embevecido!
Seu modo de andar
- majestático!,
seu olhar fundeado(sic) no desprezo...
- naqueles olhos negros
 vislumbrei espelhado o meu Narciso
- vivo e palpitante
no meu olhar escarninho e frio,
impiedoso, céptico, irônico, metálico, sardônico, cáustico...:
Eu era um ímpio que você matou!,
sem nem se dar ao trabalho
de me olhar de frente,
mas perifericamente, de viés.
Desde então passei a entender
o que sempre escarnecia com asco :
aquele mestre-sala
a fazer mil mesuras e ademanes infindos
à porta-bandeira da escola de samba.
Era a história narrada pela tradição, na dança
do cavalheiro antigo
e do cavaleiro andante
a servir humílimo a sua dama,
submisso e fiel
como se ela fosse a única mulher no mundo!
Compreendi que assim também me tornei
ao ver você desde a primeira vez.
Para mim você era e é
e sempre será
a única mulher que existe,
a única mulher bela
que amo profundamente e exclusivamente,
que desejo ardentemente
servir com humildade de mestre-sala
em todos os sentidos,
quer seja sexualmente
e de todas as formas e modos de amor
e paixão avassaladora
que me sucumbe
De você nunca hei-de me afastar
um ceitil que seja.
Que nem um côvado nos separe:
nem uma morte;
- nem as duas mortes
de nossos corpos
tenha poder maior
que a ressurreição do faraó
e sua rainha,
a bela Nefertiti,
tenha sob os sortilégios
recitados no "Livro dos Mortos"
que há de nos ressuscitar no amor,
independente de filhos ou filhas,
que teimem em interpor-se no nosso caminho,
pois eu te amo(sic)
acima deles
porquanto você é a mãe
que deu à luz
aos meus olhos
com seus olhos,
quando te vi
pela primeira vez.
Ao  ver-te
foi para mim
a primeira vez que vi a mulher,
a única bela mulher que existe
e que é para mim!
- A mulher  que amo com toda a força do meu ser,
meu coração, minh'alma, meu corpo
- com a totalidade do meu amor,
minha paixão íntegra,
com toda minha entrega!...
- ... Então senti imediatamente que ali  nasci
à luz dos seus olhos negros;
depois, como homem apaixonado
nos teus braços,
olhos e sorrisos...;
nasci para amar uma mulher só
- que é somente você,
mais ninguém!
Cresci para viver uma nova vida
- uma vida eterna ao seu lado!
( Para mim,
a vida só é eterna
ao seu lado
e sob o jugo do seu amor
- de sua paixão poderosa
apta a ressuscitar
e tornar perene
nossas vidas
que hão-de vencer
os cavaleiros negros da morte
como o fez Jesus!
estar a seu lado
é maravilhoso
e me sinto completo,
que não me falta nada
e se o mundo fosse
somente povoado por nós dois
- nada e ninguém
me faria falta,
conquanto eu ame imensa e profundamente
meus filhos, meu neto...
- mas você é tudo para mim!...)).

antes de te conhecer
queria eu, também,  ter uma vida
igual ou semelhante
àquela vida devassa
de Vadinho de Dona Flor.
( Quiçá tive-a
de maneira incompleta,
antes de me entregar
aos amplexos acolhedores
da mulher amada,
a segunda mãe imaculada,
que é a melhor e mais completa mãe do homem!)

Vadinho, de Dona Florípedes,
mulher bela e virtuosa,
moça prendada,
de prendas domésticas,
era homem safado, malandro, gigolô, mulherengo, biltre...
- cachaceiro que, durante o carnaval da Bahia,
nos idos dos idos,
teve morte súbita
( parada cardíaca,
quiçá cardiorrespiratória!)
depois de se fantasiar  de mulher
e festejar o carnaval freneticamente,
consoante fazia anualmente, imagino.

Valdomiro, vulgo Vadinho (sic),
que jogava dados na roleta do cassino,
no vermelho 17 - sempre!,
- tinha todos os vícios
e ainda de quebra,
como diria meu pai,
o amor de Dona Flor
independente de bater nela
para tomar-lhe dinheiro
e gastar no jogo e na farra
com outras mulheres,
pois tinha fama
de ser íntimo de todas as putas(sic?!),
também das cafetinas, cafetões e proxenetas.
( A lei Maria da Penha
não me permite
e me emudece
nessa parte tocante à agressão
mesmo porque sou contra a agressão à mulher
que realmente merece amor e carinho
e não brutalidade estúpida e irresponsável,
mormente se a mulher
for a única mulher que amo irrestritamente,
incondicionalmente, cabalmente... :
você, Cassiopeia,
constelação que me ruma ao norte,
nesta latitude).

Tirante a agressão
queria ter uma vida parecida com a de Vadinho
e sem guardar similitude
com a vida digna e honrada
do honorável  Nelson Mandela,
embora este último seja um grande homem
e o primeiro um malandro brasileiro,
sem-vergonha, caloteiro, vigarista emérito(sic),
um calhorda e um cafajeste...
- Tudo o que não sou,
nem posso ser
pois não está no meu caráter,
mas que tenho, ao menos, Flor,
direito a embarcar para o mundo onírico
e realizar este sonho
no universo paralelo
que amarga nos meus genes alelos
e os fazem tender
para um amarelo-tédio,
enquanto ela está ausente!
e meu mundo solitário e em solitude
como se tivessem terminado
uma guerra nuclear ou química
de extensas proporções.

Lamento, profeta Jeremias!,
pelas suas lamentações atormentadoras,
que me parece o lamento
originário de mim
quando da ausência dela.
( A ausência dela
deixa um rasgo no tempo
que não se remenda
nem com uma coletânea de sonetos perfeitos).
Lamento, profeta,
que eu seja de fato
mais parecido a ti, profeta,
que ao canalha,
cujo  tipo de vida
eu gostaria de levar,
ela não permite
com sua presença amorosa
de mãe e amante.

Desejaria levar tal vida dissoluta
que nem sei se me levaria ao caos
ou a bom termo,
caso não a encontrasse, querida,
mesmo porque eu ridicularizava o amor,
ria dos enamorados e seus mil beijos e abraços,
zombava da paixão
que não fosse pela filosofia, poesia e ciência, arte...
e  gostava de cismar,
usando aquele cisma de mim(sic),
em forma literária do vagabundo
imerso, afogado até à morte
nas letras do poeta baiano,
que aquela maneira de viver hedonista,
era muito mais divertida
que a vida de um homem sério
e demasiado honesto, morigerado,
estúpido e obediente enfim,
a esta civilização para escravos
e servos da gleba
sob seus malditos e crudelíssimos(sic?) suseranos
abastados e aparvalhados
graças a força do dinheiro
que domina o homem
e o demuda num fantoche.
Era então tão honesto
a ponto de me prejudicar,
conquanto cônscio disso.
Era probo por desfastio
ou por desprezo generalizado
e desapego cabal.
(Assim o incréu
que você achou
naquela escada
mal iluminada
por onde subiam e desciam
o rebotalho de dentro e fora da casa).

Admiro Mandela,
mas, antes dela existir para mim
e penetrar em minh'alma
de filósofo cínico
como se fora um fungo
ou cogumelo depois da chuva;
depois que acolhi
em meu espírito de falcão peregrino
toda a escol filosófica
da antiga Grécia
pela qual passei em estudos aplicados
até chegar a me erguer à elite do pensamento,
à fina flor dos filósofos e literatos de escol(sic),
- até ali, do tanto que li, reli, tresli,
ruminei filósofos e sábios antigos e hodiernos
- fi-lo com Filo de Alexandria
antes de te conhecer, mulher da minha vida,
pois eu desejava apenas levar a vida do vagabundo
talhado na ficção do poeta da Bahia,
- um errabundo que não deixa de ser
uma espécie renegada
de filósofo cínico na prática grosseira,
pois não tem consciência filosófica
nem erudição alguma
para ter uma pálida ideia
do que seja a práxis
que é atitude e atividade do filósofo
fundamentada na razão
e principalmente na vida
- onde mora o poeta,
que desperta a amada
bela e adormecida para a paixão do amor,
- aquela mulher inocente ainda
porque casou, teve filhos e viveu
sem , no entanto,  conhecer o amor,
e sofrer da cegueira e ânsia infinita da paixão
( incuráveis cascavéis, Jesus!);
- e o profeta vegetal
originário da escola de profetas do Monte Carmelo,
o qual tem a função precípua
de sacudir e abalar  as instituições podres,
comandadas por asnos podres,
mas cobertos de ouro
( todo ouro é de tolo,
excepto o que orna a beleza feminina!)
Quanto ao profeta
é uma força da natureza
- e sua passagem é como se fora um terremoto
no mais elevado pico ou grau
da escala sísmica(sísmico!)
registrada pelo sismógrafo.

Digo tudo isso
e dou esse mau exemplo,
que, em realidade, está para lá do bem e do mal,
consonando com o pensamento de Nietzsche,
para deixar claro
que, não importa o homem
nem sua atitude e atividade,
o que não podemos fazer
é estabelecer qualquer acepção entre homens
porque isso abre a porta ao preconceito
e posteriormente ao crime,
ao holocausto mais cruento.
Mais que isso tudo :
que  o amor não tem escolha :
escolhe, colhe e tolhe a vítima,
pois é uma flor
que nasce e medra abruptamente
até no asfalto
vencendo tudo
- e todos!,
consoante reza um  belo poema de Drummond
que celebra a flor
- que nasceu na rua!
rompendo o asfalto,
vencendo o tédio, o nojo e o ódio.
"É feia.Mas é uma flor.Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio"("sic"?!).

( Glosa: O Escritor Jorge Amado esculpiu em caracteres
 duas personagens fictícias;
eu, no entanto, dois seres humanos diversos:
Um, na sua individualidade de homem notável,
Nelson Mandela;
e o outro, Vadinho, um ser humano
que anda por aí,
aos milhares, milhões,
de bar em bar
no bar-bar cotidiano
dos mártires da vida
que se sacrificam por nada
ou mesmo não se sacrificam,
mas usufruem a vida
com a coragem do nauta
cuja nau naufragou.
Pensa no náufrago
solitário na ilha
monge do monge
- sem monja..., minha monja,
eremita a milhas
de minhas investidas!...
traspassadas pela espada da distância
e do tempo em voo nas procelárias
que sabem a mar
enquanto eu só sei amar
- você!...).

Por aquela flor
que nasceu na escada
- na terra e água de lágrimas de mar
dos meus olhos em esgrima
esperei toda a vida
- e agora que a tenho em meu coração
e no cotidiano
como farei para me aproximar
colocar mar a mar
a amar?!...

............................................................
Um poeta narra
que uma flor nasceu na rua
rompeu a camada de asfalto
vencendo o medo, o  tédio e o ódio
que grassa entre os humanos.
( Carlos Drummond de Andrade
andou pela senda estreita
do profeta e do filósofo :
seu ardil ardia em poesia
e passava por poeta,
hodierna forma fútil do profeta,
sábio vegetativo,
e do filósofo...: meditativo epicureu,
erudito com a razão à palma da mão
e na palma do coqueiro
com maneiras e insígnias de reis,
maneirismo de leis
anti-maquiavélicas nas velas
que balouçam ao vento do advento cristalino...
cristão e gentílico).

Que dirão os botânicos?:
Dirão, Dirac, de um objeto,
algo abjeto para estudos botânicos
e rolarão a poeria no redemoinho,
quais diabos atônitos
e com paixão limitada
ao que verde vende o verde vegetal
que é o ouro a cobrir
a casca-casa-concha da vida
pela clorofila
que fila a bóia
para nós que boiamos
- boiadeiros no mar de Sargaços.
( Vinde voando na vinha, na vide,
 botânicos embaraçados,
embasbacados, pasmos parvos
em suas parvoíces
e suas ferócias a la Caracala!).

Eu digo, ante o dilúculo,
que, ao entrar na casa
- na qual laboro
o boro e o cloro
que devoro,
onde ora oro
( oro "pro Nobis")
outra hora imploro
a ela que Ora-pro-nobis("Pereskia aculata"),
uma cactácea...
(Nesta casa-enxovia
em que trabalho para o alho
estarei cumprindo pena estrita?! -
Jamais me passou pelo bestunto
a tonteria assaz inaudita
que o amor nasceria
e medraria aqui
nesta casa para abrigo da Família Adams
entre tantas urzes, cruzes, urtigas,
picuinhas, crucíferas...
mescladas a estúpidas porfias, intrigas...
Por nada que nem nada
- feito nada o peixe pronto para a pesca
e limpo para a grelha,
imaginei que uma flor de amor
vinha(sic) aqui vicejar entre abrolhos
piratas caolhos
e patetas zarolhos
senão pseudo-cegos
que ganham a vida
com essa comédia profissional
todo dia encenada a cá(sic).

Lá, naquela casa de todos,
de todos os tolos,
mas também do poeta e sua amada,
eclodiu um amor
capaz de salvar o mundo!

Emergiu esta flor
na planta  da Cássia
pintada ainda tímida
no amarelo do medo
dos ditadores canhestros
e suas carantonhas
de diabos vis.
Nasceu na árvore da vida
que sustem uma mulher,
mantem-na viva
com a respiração vegetal
( a respiração é ato vegetal)
que sopra e desenha o oboé no vento,
que em si hermético
é um anjo
- um mensageiro de músicas
e um criador do ouvido
do odor e do nariz...
Nasceu, medrou e se espargiu
pela terra toda
que a acolheu em mim,
que meu coração é terra dela,
meus olhos terracota dela...
- em mim tudo é propriedade dela! :
até mesmo a lua que olho...;
- ...plantada na planura do meu coração quente!...

Aí vem um poeta Drummond,
que era um profeta
de grandes feitos literários
e, ai!, assevera que uma flor
nasceu na rua
como se fora outro Jesus e jejum na manjedoura!
Aquela pode ter sido na rua,
a outra no presépio de São Francisco de Assis,
o pobrezinho!...
Porém a minha flor
vermelha de paixão
nasceu e medrou no meu coração quente
- tudo o que eu desejo para ti
e que o poeta Federico Garcia Lorca
exprimiu em versos
do mesmo teor de simplicidade da pomba.
Ponho meu desejo
nos versos dele:
"Desejo
teu coração quente
e nada mais!"
( Deseo:
"Sólo tu corazón calient
y nada más").

( Neste computador em que escrevo a ela
está toda a inteligência do mundo,
mas falta o sopro da vida
que anima a Cássia,
fá-la mulher
- com toda a inteligência da mulher
na alma, no corpo
e espírito santo;
nos olhos que bailam
- comigo!,
junto a todo o corpo!).

( Excertos secretos da obra "Poemas e Filosofemas Vedados aos Imbecis e Demais Boçais" Que Não Olvidaram Trechos do Opúsculo do Organista de Igreja de Santa Maria Novella").
 

 
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quinta-feira, 28 de março de 2013

CAOS9CAOS!) - mito mitologia lexico

Olho com os olhos de Leonardo da Vinci
quando vejo uma mulher
de beleza inata.
O belo e a verdade
andam juntos,
despertam admiração

fonte da arte e da filosofia,
do esteta e do douto :
um a cavaleiro do saber
( "homo sapiens sapiens"
que sabe que sabe
a mel, fel e sabre),
- sápido, insípido ("insipidus") e melífico(mellitus")
no céu da boca do provador do doce
colhido na boca da mulher que traz
um travo amargo
mesclado à doçura,
vez que a vida é dúplice deidade ímpia
e nada escorreita,
que espreita embuçada na morte
que se segue ao mínimo mote
à mais insignificante glosa);
Um sobre a cela do cavalo
a saber trotar em torque militar
e outro na arte do  fazer
( "homo faber"
fabular em Kafka,
George Owen
e outros livres assim
a ponto de desperdiçar sem dó
toda a liberdade humana
que não sobeja para o demais em massa
- falida, falhada, abortada,
abordada pelos pilantras com falsos poderes usurpados,
pelintras políticos,
que cavam a demência da vida humana
em si, pois neles abunda o filão,
em minas gerais derramado em derrama
de ouro sob solstícios e equinócios,
mas tudo sem sentido,
excepto aquele sentido do espaço vetorial
que veste os pobres e loucos matemáticos
de teses esdrúxulas
abstrusas tal qual a teologia sutil de Duns Scott
e outros dessa envergadura de condor,
mas que mesmo assim
fora do estilo de Píndaro, movido a ditirambos,
faz o belo
- e do belo suscita o eufemismo,
que é a beleza :
eufemismo essencial para se tolerar
a vida escravizada
sob as instituições intolerantes e intoleráveis
sempre falidas em massa e espírito santo
ou alma em maldição satânica
tangida pela lira do mísero profeta dos infernos
que foi o caricaturesco e doentio Baudelaire
adorado por captar a decrepitude do europeu culto
alienado de si há séculos
graças aos leviatãs em levante
nas instituições que encontramos
a meio do caminho do barco e do bar
quais pedras ou pedreiras
no sapato do gato de botas
a passo de gaivotas feridas de morte
- asilos institucionaliazados pela violência da lei
que começa na família de felás
que nos transformam, industrialmente,
pela força bruta
oriunda da metáfora tirada
ao centauro Quirão exposto em Maquiavel,
em "Opus" para Príncipes,
ou seja políticos,
os quais, inobstante,
em sua hipocrisia natural,
fingem abominar,
vez que tal obra
é, quiça, apenas uma cartilha
mais extensa e intensa
de obra de Hitler,
na qual se exclui o judeu
e inclui todos os demais seres humanos,
excetuando os mandatários vitalícios,
para maior gáudio do rebotalho
com sua escatologia suja
de corpo fétido e alma penada
lavada na cara lavada de pau).

Ei-la!,  a união maculada do conhecimento e prática,
a filosofia e a práxis poética,
que não está na cesta básica
da plebe ignara e sub-humana
que os mefistofélicos Hitlers,
que são as instituições
vendidas e venais,
com os políticos no comando delas,
- políticos que as criaram para inserir
outra forma sutil de holocausto imperceptível,
senão sob a forma da fábula kafkiana,
em vestes talares e togas negras
em todos os dias do cotidiano
com  inquisidores, torturadores e fogueiras
para queimar as vaidades e abater o orgulho
do ser humano livre
dessa civilização para escravos estúpidos
indo do finito temático
ao infinito matemático:
tudo uma loucura para crônicas pictóricas
de Bruegel e Bosch
entre o pinturesco e o picaresco

( Entrementes, senhores dementes
e senhoras sadias,
o ser humano continua belo
porque o anjo
que o desentorta
e desentoca
é o poeta
que retoma o clamor do profeta
e evita os queixumes enamorados
pela sua senhora,
tal qual o fazia Dom Quixote de La Mancha,
o cavaleiro andante sem mancha,
imaculado da imaculada,
ainda que vivendo à sombra da Mancha,
que não mancha ninguém
( quem se mancha
e nos mancha
está no manche dos políticos,
os quais, já nem são mais homens,
mas meros "políticos",
alienações ou aberrações do homem
enquanto indivíduo,
- os políticos são seres sem ser ,
seres não sãos,
atores sem saúde de saúva
escribas e fariseus hipócritas, saduceus endemoinhados e essênios severos,
mas mergulhados nas trevas do homem
que roda a liberdade
sob o olhar atento da criança
que é esta roda a rodar em ciranda ).
O homem é mais, muito mais!, que o profeta
que lhe habita, coabita a alma,
cenobita,
e muito mais, trilhões de galáxias mais!,
que as instituições, as quais não passam de meros asilos
para acolher os fracos e derrotados,
oprimidos e comprimidos.
As instiruições tem o escopo
de tornar o homem escravo
ou servo da gleba dos políticos
( estas bestas do apocalipse!),
porquanto estes últimos espantalhos de palha,
os políticos, em tudo intrometidos, abelhudos,
não logram subverter o profeta
que ainda restou íntegro
mesmo sob a figura e indumentária
e paramentos em versos melífluos
do caricaturesco poeta romântico ou clássico
que não é digno
sequer de lavar os pés do profeta Amós
em sua ferocidade de leão
defendendo a verdade
e a fé no homem,
que é a fé em Deus
e não nas alienações institucionalizadas
e mantidas pela lei cruel dos potentados
e sua corrupção indevassável.
  Aliás, lei e direito são, também,

 cognominados, ironicamente,
de : estado, reino ou república,
conquanto não passem de feudos,
os quais não pertencem ao povo em rebanho
junto demais  alimárias no pasto,
porém são propriedade ou latifúndios sem fundo
de alguns usurpadores,
pois votamos para eleger nossos ladrões
isentos e imunes à lei.
Aliás, esse fato está registrado em toda a história humana,
uma história natural para bichos de fábula,
quando em sociedade ou comunidade
e para zoólogos, quando fora do fabulário,
sob a políticos que submete o ingênuo zoólogo
que não logo descobre
que a zoologia é uma farsa
travestida de ciência,
mas cuja essência é a norma
que os símios investidos no poder
põem na violência da lei
que deve ser cumprida
ainda que pereçamos todos
- os tolos!
que somos, coagidos por lei, a ser.
( A lei manda não ousar ser
o que somos,
mas sim a não-ser;
e apenas a se contentar
em existir
como escravos ou servos da gleba,
ó senhores pais incautos
e pedagogos que fazem as vezes do bobo
fora do recinto da coorte,
sem corte ou censura!,
ó bobos!)).

Ai! o homem livre,
o autodidata responsável por si,
o filósofo emancipado intelectualmente,
o erudito que se auto-educou,
o poeta fútil e vil
que descobriu o profeta
dentro do seu santo dos santos!
e foi ao deserto clamar para os reptéis e se alimentar de mel e gafanhotos... e depois voltou para purificar a sujidade do ser humano... 
Ai! esse (este!) homem pleno,
completo, cabal,
auto-construído, pedra por pedra,
por si mesmo,
não cabe no estado, empreende fuga do reino, tem asco à república dourada em pílula e bulário de democracia  
e, por isso, segue a passo
- e continua a galope desenfreado
até achar a besta,
que pasta dentro de cada político,
seja ele deputado, governador, escritor, médico, cientista
ou filósofo comprado com 30 moedas,
preço do Campo do Oleiro...

Este, que sou e sei ser!,

 segue à sombra
da espiã que me amava
- tanto!
mas em cujo seio eu...- não mamava!,
deixava o leite derramar
pois ela trazia em segredo do degredo
a pistola oculta no sutiã,
no lado esquerdo do peito feminil,
e peçonha no leite derramado...
- ... seu coração era uma adaga fria
de fino lavor
obra de artista divino que talhara aquela beleza indômita e cruel.
Pobre espiã que não se amava,
mas sonhava me amar
fora da hora do sexo depois do orgasmo triplo... que a fazia estremecer e gritar, delirar de prazer inaudito...  
Ela, coitada!, apenas mamava
a peçonha da cascavel
(que vale mais que o mundo  dos homens!)
e corria no rio vermelho do seu sangue azul,
- sangue mais venenoso e pérfido
que o sangue de todos os diabos do inferno sem feno!
Pobre mulher
que não sabia amar!
- e não podia, destarte, ser amada
até lavar a peçonha da alma!,
em negra noite hemotóxica imersa,
presa fatal do veneno neurotóxic
que lhe cavava a vida na veia cava...
- que leva à cova
ainda em vida, - em vida sem o poder de amar e ser amado, amada!... Jezabel, aquela mulher triste que não existe,
senão pela metade peixe em Cassiopeia, que é a rainha solitári
no meu coração em fogo,
constelação do meu hemisfério celestial
- meu norte e minha vida! :
Cassiopeia! 
.....................................................................
Malgrado todos os trâmites de Mefistófeles,
o ser humano é sábio
porque o filósofo que há nele
- é toda a filosofia...
- e mais, muito mais! - que toda a filosofia!,
mesmo porque não há filosofia alguma,
nem grega, tampouco gregária,
mas apenas e tão-somente filósofos,
quando os há,
porque são poucos
aqueles que sobram da eliminação,
por Jezabel, a espiã que me amava tanto!
Jezabel, Jezabel, bela Jezabel!,
que também fere de morte
profetas que se rebaixam em poetas
e trovadores de antanho
no  canto e chão
a que descem - anjos decaídos,
descaídos ébrios
embrulhados no sono
pela madrugada que sabe ser mãe e mulher amada do solitário em solilóquio junto à solitude do vento que lhe assanha em sanha os cabelos revoltos - de revolucionário embriagado...
.........................................................
Eu canto Isaías, Jeremias, Oséias
e todos o conjurados!....:
Todos os conjurados
que fazem a  muralha social e política
mover um centímetro cúbico
por século quadrado e enquadrado
pelas legiões de demônios políticos
e seus asseclas e sicários varonis
dos Brasis queimados, esturricados
pela seca de homens
que derramaram o bom leite de sangue
no chão das insurreições,
nos hinos que sublevam
até o operário resignado
e amedrontado pelo fuzil
dos cães mercenários
que se pensam gente
( mas são menos que mastins!)
quando ferem ou humilham o outro
não percebendo ( eles não tem paga para perceber!)
que breve, em outro tempo que não tarda,
a tarja será para seus filhos e netos!
E ele mesmo será esquartejado amanhã
na manhã em manha cinza
tal qual o foi o conjurado alferes Tiradentes,
que não servia mais à tropa
ou aos desígnios frios do rei
e de seus sátrapas imbecis!
Será outro Tiradentes,
que não se sabe quem foi,
que se sabe que deveria
extrair dentes,
nem mesmo se sabe
se sabre tinha,
se é que agora ou antes importava sabre
ou saber do sabre
de de outras coisas
que não se sabe.
( Em mim ri um filósofo cínico,
um Demócrito zombeteiro...
- e olha de cima
um deus epicureu
frente a infâmia humana,
a peste negra endêmica e epidêmica da estupidez
que grassa
em meio ao ambiente político imundo
aonde vai e vive e vige a lei
do rei da canalha ignara, ignóbil, vil, fementida,
pela qual nada sinto,
excepto desdém,
conquanto tenha piedade
da ingenuidade do populacho).

.............................. .............
Uma beleza nata
é cheia de graça
tal qual Maria Santíssima!:
- ...e a flor em carmim pintada pelo campo!
que oculta a víbora
sempre salvagem
nunca domada,
indômita a tal ponto
que passou a ser o símbolo e gesto
- do diabo ( ou demônio!)
que transfigurou a face do céu e da terra
criando a religião de Deus :
- deu uma religião a Deus
e outra aos pontífices
e outros políticos ímpios
que se fazem de pio :
Pio XII!
( Pia mentira?!...
Prefiro o pio da natureza
no pato, no pintainho, no pássaro...

que abre o ovo: "ab ovo"! 

Essa graça divina de Maria
imprime a dignidade
em suas atitudes naturais,
femininas, divinas,
às mulheres virtuosas
que sopram o oboé
e são belas oboístas
virtuoses no instrumento
que sopram seu anjo de dentro
para fora da música...
Oh! Musa, libérrima, ubérrima...
(A emoção de amar-te
não cabe nas palavras, Cassiopeia!,
- nem  naquele abraço de ontem!
ou de todos que nos daremos
- para que a vida
seja e tenha o sentido
- de nosso imenso amor oceano!,
sereno no voo das procelárias!
Oh!Cassiopeia,
como te amo!... )
..............................

A inteligência congênita
traz o belo à baila
e junto vem a verdade ou aletheia,
a consonar com o contexto da língua e cultura
que pode ser grego ou romano.

Todavia há algo feio
e escuro na foice das trevas :
- a morte!

A morte no corpo do morto
é algo assim
qual folha, flor, madeira
sem árvore, erva, trepadeira, liana, arbusto...
- sem inteligência!,
 graça e beleza
pois a morte é a fealdade,
a initeligência do pedaço de pau seco
caído da queda do anjo no galho,
esgalho torto, morto,
sem vida,
sem inteligência
- que é vida!
Por isso a morte é tão rejeitada!,
nunca aceita...

Pior que a morte
é a eutanásia,
morte pelo médico,
indigna morte,
quando não é piedosa
( mas nunca é piedosa!) :
A eutanásia é ato mais abominável
que o suicídio,
pois o suicídio é a decisão do louco,
do desesperado,
ou que quem sabe
o que é melhor para si,
mas, apesar dos pesares e percalços
- o suicídio é uma decisão do ser
revirado em si
no gesto do verme
a se retorcer de dor,
que se mata,
dando fim a uma indignidade.
Já a  eutanásia é fria atitude da razão,
mera economia da morte
- e quiçá da vida
que se desgasta no vegetal fixado em raiz
de sistema nervoso plantado
em alma sem sonar
para morcego voar à noite...
- a noite!,
antes da noite
que está viva
fora dos nervos do sistema
que, nervoso, agarra-se à derradeira erva daninha
- que não passa da primeira filósofa cínica
dominadora dos sistemas
que regem a vida e a morte.

A morte só é bela na "Pietà",
na tragédia, que é sempre uma deusa grega,
e cuja filha é a filosofia,
outra grega divindade,
pois tão-somente na arte está salva da fealdade
- pelo frágil poder do eufemismo,
que me parece atitude feminina-fetichista
com rasgo religioso-político
e poder de cura
pelo amor sublime
ou paixão avassaladora
que subverte a ordem
e dá coordenadas à desordem,
aos caos do deus Caos.

( Excerto do Opúsculo " Livro de Lei Proibido para Imbecis e Idiotas Endêmicos e Epidêmicos, mas não Vedado às Ervas Daninhas porque são Filósofas Cínicas e não Estúpidos Acríticos!")
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sábado, 23 de março de 2013

VESTAIS(VESTAL!) - dicionário dicionario

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
Cassiopeia, minha  constelação de amor,
jamais quis, precisei, desejei, amei
qualquer mulher que fosse
- com paixão semelhante
ao sentimento de amor
completo e complexo
que tenho por você
batendo sob o plexo
com nexo ou sem nexo,
com sexo ou sem sexo.
( Claro que quero
bastante sexo,
que a paixão não se aplaca
senão com muito ato de amor!).

Quero beijar você até a alva
perder a cor
na barra da noite
- e a barra da noite
empalidecer
no dilúculo
gotejante de orvalho.
( Valho o orvalho...
Valha-me Deus!,
quanto alho olho!:
molhos de alhos,
vale no vale
ou na vala
que valha a navalha?!).

Com o rocio no cio,
rumorejando o arroio
quero receber e doar
todo o caudal da saliva
passada durante o ósculo
nos oaristos
que encetaremos
mas não terminaremos
nem quando o tempo for nunca,
pois nosso beijo
não achará abrigo no fim
ideado pelo filósofo Aristóteles
ou pelo pintor Klimt,
o qual pintou "O Beijo"
obra de "Art Nouveau"
( Vide o movimento cognominado(?)
de Secessão austríaca ou vienense).

Quem, Cassiopeia, achou um filão
- de amor, de paixão,
- que é nosso caso casado,
ou mesmo apenas
uma pérola de amor
dentro de uma ostra
que nos une
com coração de um
a bater pelo coração do outro
( e de mais ninguém!)
- quem assim achou
tanto amor
dum peito a outro peito
em dum-dum de tambor,
aparta-se da velha solidão,
do velho tempo
perde os andrajos do corpo
que ficou em lixo de células mortas
e fecha-se dentro da ostra
que nos abriga do mundo
iluminado pelo Canis Major.

- E nós achamos o rico filão!,
e a pérola a nos espiar
e escolher de dentro da ostra!,
hermética ao ostracismo
dos ostrogodos do mundo
dos homens bárbaros, godos,
góticos nos pórticos das catedrais medievais
e lá vai séculos,
marcados a passos de pó
no Pórtico e São Benedetto,
comuna na região da Emília-Romanha...
Ah! Se chamasses Simonis del Bardi...
não terias teu nome
como nume na Cassiopeia,
mulher querida no meu coração!

Ah! A pérola para um colar...,
achamo-la nós!,
ó amada minha,
minh'alma partilhada,
ainda sofrendo apartada!,
flor nos meus olhos,
minha vida, luz e coração!
E por causa desta descoberta,
da pérola dentro da ostra,
do veio de amor sem limites,
aspiramos separar-nos do mundo hipócrita
e ter  vida nova ( Vita Nuova, Dante Alighheri!)
tal qual fazia o cristão
que amava tanto sua causa
que preferia o martírio
a continuar sem sua fé,
que era sua esperança única
e seu único amor e bem
no mundo sob a luz do Canis Minor
que minora a hora no céu.
( Seria tudo um preanúncio do amor
e da Divina Comédia
que é a vida humana,
senhora minha?!
Outrossim os comunistas
pereceram sob tortura
por uma causa
que não valia a pena
e muito menos a vida
tudo porque  o contexto os vestiam
- de vestais(vestal!)
e neles investiam
um tempo para o mártir
e outro para os que faziam a colheita
dos frutos regados a sangue!,
porque assim é o mundo,
minha doce e pura senhora,
que ainda não é minha,
mas de outro mais feliz
ou infeliz sem seu amor
- que é meu apenas!,
desde o seu berço
no desenhos dos seus olhos
buscando luz nas sombras
que desenhasse minha face
e desdenhasse as demais).

Eu, bela Cassiopeia,
não sei mais viver
sem tocá-la amorosamente todo dia,
sem abraçá-la carinhosamente,
olhar em seus olhos,
amar você perenemente
com imenso respeito...
ouvir sua voz
que adoro...
- até que chegue o dia da sega!
e a lua carregue a foice
do verdugo que ronda a vida.
Até aquele dia fatídico!

Você, Cassiopeia,
é uma constelação  suspensa no céu
sobre minha cabeça nua sem chapéu.
- Eu, um demônio caído na terra
( demônio em grego significa sábio,
diz Erasmo de Rotterdan
em "Elogio da Loucura"
a única obra de psiquiatria real
antes de Michel Foucault escrever com maestria
sua "Historie de la Folie",
na qual aborda o poder psiquiátrico
ou a psiquiatria como poder de polícia
e médicos como "policiais de branco"
Obras dessa envergadura intelectual
são ignoradas pelos loucos no poder
secular e regular).

Se algum dia
a Cassiopeia apagar-se no céu
restarei num andarilho
que se arrasta à sombra vinculado
tiritando de frio
- até que a morte por hipotermia
venha e transfigure o nosso cálido amor
- de lava de vulcão apaixonado
em branco glaciar.

( Vamos viver nosso amor, Cassiopeia,
enquanto temos tempo
e não uma Era Glacial
a nos separar eternamente
sob camadas de gelo?
Vamos arrostar o mundo
mesmo sabendo
que seremos mártires do mundo?!...,
pois mesmo se o não fizermos,
não nos amarmos
até as vias de fato
aonde querem chegar os nossos corpos quentes,
ficaremos a mitigar a frustração
olhando para dois olhos
com um  amor maior e mais belo que o universo,
mas poderá não ser realizado cabalmente,
como pode e deve ser,
custe o que custar,
doa a quem doer,
pois não haveremos de ser pusilânimes,
cruéis conosco mesmo,
proibindo-nos de viver este amor imenso e puro,
que os outros proibiram
graças a circunstâncias
que não nos favoreceram,
mas favoreceram a eles
que exigem que nos amputemos desta paixão...
Todavia, mesmo se fizermos o que eles querem
impor-nos cruelmente
desrespeitando nossos desejos mais ardentes,
ainda assim
e por isso mesmo
- assistirão com júbilo
nossa morte precoce
que começará pelo sacrifício deste amor puro
-  um amor santo
que não conhece a maldade
e tem o poder de realizar maximamente
até o ponto de deixar encontrar rasto de nós
à beira do caminhante
sobre terra ou água
nos pés nus de carmelita descalço
- que será  nosso filho
ou nossa filha
que será nosso amor em chama ardente,
que nem as ardentias do mar apagará
- dos pés do caminhante,
que escreverá nas areias da ampulheta
com um pé na alpercata
e outro nu no solo
a nossa história de amor
mais bela que Romeu e Julieta,
ou qualquer outra
que foi ou que há-de vir
empós as nossas auroras juntas,
pois nossa paixão,
na acepção grega do termo,
não será meramente  uma história poética
ou científica( Deus nos livre!),
ou filosófica, religiosa, mística...( Deus nos tenha!),
mas sim uma realidade experienciada a dois,
vivida até os ossos
que o levam na morte!
- Nossa paixão,
 uma experiência  a três com o filho...
a quatro mãos com  a neta, tataraneto...
o qual será o caminhante
 ainda que sem rumo!,
mas na senda,
porquanto sempre será torto o mundo
que é dos homens e dos direitos
que se arrogam os feudais senhores
donos das almas e espíritos venais
- mas não da barra da alva...,
Cassiopeia minha,
que nessa eles não podem tocar
assim como não hão-de tocar
na sua flor de laranjeira
que lateja já por mim
desde a primeira vez
que seus olhos
deram luz à minha face
deitada no pensamento filosófico,
que era minh'alma errabunda
antes de você ma tomar
com suas legiões de amor
a lançar flechas incendiárias fatais...

Nosso amor sobreviverá
ao que vier :
ele já está escrito
n'alma, no peito, nos olhos,
no corpo inteiro,
- em todo o cosmos!!!

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sexta-feira, 22 de março de 2013

VERNÁCULO(VENÁCULO!) - wikdicionário wikdicionario

A filosofia grega, hoje com texto, conquanto exótico, mas alijada do contexto, dá o rasto do "logos" em idiomas exóticos a ela : Os alemães, espanhóis e outros povos guiados pela ciência ocidental se utiliza daquela forma de pensar por ideias e com métodos que vão do silogismo ao criticismo, à dialética, etc. Tal filosofia anima o espírito da ciência; contudo, está ali apenas nas técnicas de pensar através da língua, ou seja, na literatura e nas gramáticas, como a de Maquiavel, que serve à política : é uma etnografia política.
Toda filosofia que há está sem contexto, porquanto toda filosofia é grega e, portanto, versa sobre o contexto grego, emite a turbulenta paixão grega pela sabedoria, ato que não pode ser traduzida em outra língua, rito ou cultura, sem grande prejuízo de significados, conceitos, categorias e de algo maior que isso, algo que  constitui e caracteriza a filosofia  grega e a difere da ciência : a vida. Sim, o contexto da filosofia grega, que é toda a filosofia que há, é a vida, um contexto que parece simples, mas é extremamente complexo e sutil.
O ato de filosofar é ato grego em qualquer língua e cultura e tempo : ato de vida grega, não do teatro grego ou do teatro em  vernáculo(vernáculo!). Não é ato simbólico, alegórico ou anagógico, como sói ocorrer no pensamento religioso e místico judaico. A filosofia grega não aborda o simbólico, que função da poesia grega. Vide Hesíodo, Homero, Ésquilo, Píndaro. Píndaro cito , mas não  conheço sua literatura lírica.
Só se é filósofo no contexto grego da época em que vicejou e medrou a filosofia na Magna Grécia; por isso Nietzsche, Kant, Shopenhauer e, por último, Heidegger são considerados excelsos filósofos, dentre outros,  pois eles tratam a filosofia em contexto grego, embora vivessem em contexto alemão de época.
Espinoza também entra nesse rol de filósofos, pois se utiliza do que é mais característico da filosofia grega, que é a geometria. Tanto que Platão amava tanto a geometria que "proibia" entrar na Academia à quele que não soubesse geometria. E a geometria é a arte da  arquitetura, desenho ("design") e engenharia coeva.
A filosofia grega vive do que diz o poema de Parmênides, o eleata, cujo tema nuclear é  ser e o não-ser., pois ela, a filosofia grega, sobrevive na alma ou no espírito dos filósofos que mais se aproximaram intelectualmente e em "pathos" com a Hélade e tem, por outro lado, seu não-ser no contexto, que não é grego de época : época de helenos na Hélade antiga; antiga Grécia. Diria, com um imaginário epicurista de personagem, que é um átomo sem período de tempo, fora da Tabela Periódica de Mendeleiev, fora da razão abstrata e dentro da vida que borbulha de amor quando um homem e uma mulher encontram essa pérola entre eles ou dentro de suas ostras fechadas ao mundo do Canis Major no "lábaro" estelar, movido pelo xadrez das estrelas do padre Jesuíta Antônio Vieira, senhor dos sermões.
A filosofia grega está no último arrojo da teoria científica : a física quântica e no derradeiro artefato tecnológico.

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domingo, 17 de março de 2013

IATROGENIA(IATROGENIA!) - wikcionário wikcionario

Savonarola não é o que consta
da história,
que é uma historieta para três porquinhos
e um lobo de maus bofes, soprano,
mas aspirante a tenor (barítono?!).

Savonarola foi
o que não narra a história
dos príncipes seculares e regulares
para os quais o que conta
são seus interesses mesquinhos,
nem tampouco o objeto abjeto e abelhudo
dos historiógrafos circunspectos
a ponto de provocar riso
em um cadáver.


Não, não é Savonarola objeto
do  "delirium tremens"
dos historiógrafos de Hegiogábalo
ou Elagábalo, da dinastia Severa,
encetada por Septímio Severo.

A história de uns e outros,
senhores da terra e historiadores,
só contam e analisam
alienações marxianas ou hegelianas da mente
de quem lança
tais objetos
sob nomenclatura de um Savonarola,
que não é um,
porém muitos Savonarolas,
nenhum dos quais é de fato
- um homem ( ou o homem)
que foi engolido pela baleia do verbo da época,
nem o prior
que era em pessoa de teatro
à época que espocou,
eclodiu o fenômeno
no corpo de um homem
sob negra sotaina dominicana

documentado, censurado e queimado
em duas fogueiras
da mais pura vanidade.
Aliás, tudo é vanidade,
já pregava no deserto o predicador.
 
A história dos senhores
e dos seus escravos 

travestidos de historiólogos,
historiologistas, cientistas, anabatistas,
- as histórias destes escravos acima arrolados

são lendas soltas nas línguas soltas,
gestas escritas para o príncipe,
ou governante da época,
seja ele um homem todo-poderoso
ou uma doutrina com seiva de fé
e assento na ciência racional
livre dos outros contextos
que costuram os textos
e que não seja
o seu contexto em texto

velo de ouro
ou pomo de ouro
retirado do Jardim das Hespérides
ou  da boca faminta do poeta maldito
o qual narra sem rebuços

gestas em prosa ou verso,
as quais correspondem em formação de batalha

à cavalaria ou infantaria pesada
ou a sintaxe na legiãos das letras
expostas na gramática da Ática
pelo rapsodo entrincheirado,
emboscado no bosque
ou num ligeiro bosquejo malfazejo
( Pior  que  prior,
só o priorato e o pretor,
o preço do prelado,
do prestidigitador...).

Savonarola era um religioso
altamente intelectualizado,
mas também um fanático,
prisioneiro de uma demência crônica, congênita,
que o vitimou inapelavelmente,
porquanto o Papa o excomungou
e foi, posteriormente,
executado em praça pública,
queimado vivo
frente ao Palazzo Vecchio,
em função de seus diatribes,
sua teimosia, intolerância
e sua severidade doentia.
Aliás,  quase a totalidade dos religiosos,
místicos, intelectuais e outros que tais
são políticos com poder mental,
espiritual...enfim,
com poderio encerrado em signos
e símbolos que dominam as mentes
de quem os ouve ou lê,
pois tem o dom de impor ideias e doutrinas
exercendo, destarte, um domínio absoluto

sobre  soluço de seus súditos súplices.
( Seus exércitos ou legiões mentais
marcham em signos e símbolos
e conquistam, quando em campanha,
o pensamento e sentimento humanos
com a flecha do poeta
que esconde seus tratados filosóficos
em versos aparentemente pueris
que, no entanto, assolam
ou varrem da face da terra,
 sistemas de pensar,
os quais são mitos
que, inobstante, escrevem o teatro
para que o rito seja cumprido,
encenado sob a letra do mito,

no Direito ou na religião,
ou seja, diz e dá regras aos passos

do homem comum
- que somente sabe viver sub judice

ou sob um céu e um dossel de crenças
para crianças.
O mais lhe é vetado peremptoriamente
dentro da história traginarrada
com um terço de tarja,
narrativa que se desenrola,

ou se enrola mais
em rolos de pergaminho

e engrola um glossário
em versos tratados sobre o trato do arminho.
Portanto, intelectuais, místicos, retóricos....
são, de fato, e no ato mítico e ritual,
reis perigosos, belicosos,
escondidos do mundo

por crisálidas de signos
e falenas de símbolos
encobertos pelas mantilhas de trevas da noite,
déspotas que podem ameaçar a hegemonia
dos príncipes reais
que subjugam pela força do gládio,
do helicóptero apache,
do tanque de guerra,
dos drones ou dos dromedários
que dão medo ao medo
dos medos e dos persas

olhando das persianas....
- Enfim, os homens que se plantam em tese
em meio ao caminho de outras majestades,
também usam de aparato bélico eficaz
com cavalarianos e infantaria
- que mataria
sem piedade de Maria,
mãe de Jesus,
o filho sem fé de José,
que não era nenhum pastor
conduzindo um fato,

mas um nato sublevado gentil
que,  não mataria na pradaria
um bando de bisontes berrantes
não-bisonhos nem bizantinos,
mas bi-sonhos e outras bizarrices extante,
se tanto!, que não sei quanto,
nem quantum nem quanta,
tanto quanto e quando
fosse o tamanho do rebanho não-simbólico de homens
- nos cascos!...
sem paz nos pastos).

Savonarola, amantíssima musa,
portentosa medusa,
vivificado até o eterno retorno
das ondas vitais,
quando do plantio da Cassia
em imaginárias aléias pela Via Cassia,
em Roma dos romanos,
era um rei poderoso,
ávido de poder,
cujo reino não era deste mundo,
mas enclavado no universo paralelo
daqueles que ousam pensar,
temerários,imbuídos, embasados em fé,
ainda que sobre seu pensar
paire a Moira
que mora
na Morávia
ou Bavária afora,
fora o foro íntimo,
que intimida o rei Midas
e mudas de mim
esparsas em ervas daninhas ao rés-do-chão
com chapéu de céu
por solidéu ou véu vetusto.

( Quando miro-me nos seus olhos
que tem desenhos exóticos
num rasgo de arte japonesa
vejo-me dentro deles
vestido com uma sotaina de frade negro,
  porém, de fato, ou de sonho,

sou um basilisco
que não é mitológico
senão quando não está
postado entre o amor
a nos amalgamar
e a morte a separar
o corpo de algo
que o anima
e deixa-o belo:
A morte é hedionda,
pior que o prior
e todo o priorato
- e de que duas medusas
e dois basiliscos
que acaso se enfrentam
para trazer o ocaso
quando não sabem a mar :
- amar a ponto de orvalho
nos umidificar
no barro e na água
de um fruto
do nosso encontro íntimo
- e feliz em flor no frontão
da catedral que é o nosso corpo
em junção de milhões de corpos retorcidos,
cozidos no negro
- dos lacertídeos
amealhados para formar
uma catedral negra
- noiva da morte
que grita na primeira carpideira,
que, no transcurso escuro do drama da "Pietà",
é o primeiro violino em voz lacrimosa
de uma mãe que perdeu seu filho
para o ventre escuro da terra!...:
o filho que passou
- entrou pelo ventre escuro
de seu corpo
em atos de amor febril...
ò Senhor, dá-me piedade da Piedade!...
- que esta mãe
é muito mais que a Piedade
- que as Piedades!..
de uma vida inteira ímpia
- ou pia qual Maria,
a mãe do salvador).

Deixa, que esqueço Savonarola,
na sua barcarola de atilados Átilas,
e deixo endechas
ao prantear a morte de meu sobrinho
que faleceu ao 24 anos
vitimado pelo mal do século : o médico,
assassino que mata por envenenamento
com drogas lícitas.

Crime culposo
na presunção "juris tantum",
se é tanto ou pouco,
não sei o "quantum"
por enquanto.
Sei que inexiste na vida,
mas medra na presunção tamanha
que é todo o Direito,
o qual despreza o fato
e escarnece do ato
para se esconder
numa quantidade de Direito
que oculta o mundo
e tapa o sol com a peneira
ou se não atira com a pederneira.   
Mata por imperícia
( eufemismo: iatrogenia (iatrogenia!))
esses desassisados rapazes

que recebem título de doutor
quando o douto é o filósofo
que sabe da razão
ou "Scientia rationis"
e o poeta acurado no sentimento
de um mundo que acusa
a "cognitio fidei"
de um pontífice partícipe da sabedoria
e do conhecimento do mundo
e dos ultramundos
que se derramam
em cósmica visão
de um simples "Sabah"
ou nos hiero gamos,
já curvados pelo tempo
e pela equação de Einstein,
que se busca em luz
na constante de Max Planck...

Oh! hoje, quero a luz
da estrela apagada
na alma violentada
do meu sobrinho morto
pela mão do torto,
à sinistra, no sinistro;
e do destro,
à direita do Direito
sem Obrigações para nababos
e quiabos com baba
que caiba na queixa com barbatimão
e ameixa para gueixa desleixada
deixada às queixadas nas endechas

que não deixam o chão

nem os versos cantantes
do poeta Cruz e Souza
que sofria do sombrio
que era seu mundo
- e que é o mundo
de todos nós
que morreremos pecadores
crivados de dores,
num septenário de dores
de Nossa Senhora das Dores...   
- de dores de Dolores,
dores que só acabam 
com a morte
em negra senda...    

( Do opúsculo em versos tortos para os náufragos que somos após bater no arrecife, o que não escolho : "Endechas com Voz na Primeira Carpideira que não Encetou o Coro Lacrimoso do Primeiro Violino, mais Soturno que Toda a Melancolia...").

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